Perguntas frequentes

Alguma questão que gostaria de ver respondida sobre o tema, e que nao encontrou, envie :

geral@luxmagna.pt

Obrigado.

SOLAR TÉRMICA

Legislação específica para o solar térmico

Painéis solares para aquecimento de água com pouco impacto visual

Quais os tipos de colectores solares?

Quais os principais tipos de sistemas solar térmicos?

Quais os equipamentos necessários para um sistema térmico?

Qual o tempo de retorno do investimento e a durabilidade num sistema solar?

Em dias nublados com pouco sol o sistema funciona?

Existe a possibilidade de ficar sem água quente?

Existe a possibilidade de ter um sistema que me faculte 100% de água quente?

É viável poder poupar com um sistema solar para aquecimento central?

Aspecto económico a considerar em sistemas térmicos – termosifão vs circulação forçada

Em Portugal qual deve ser a orientação e inclinação dos colectores?

Questão – Onde posso verificar legislação especifica para o solar térmico?

Resposta

Para os sistemas solares térmicos não existe legislação específica, mas aplica-se o mesmo quadro fiscal dos sistemas fotovoltaicos.

O Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 40/90, de 6 de Fevereiro, foi o primeiro instrumento legal que em Portugal impôs requisitos ao projecto de novos edifícios e de grandes remodelações de forma a salvaguardar a satisfação das condições de conforto térmico nesses edifícios sem necessidades excessivas de energia quer no Inverno quer no Verão.

O Decreto-Lei n.º 80/2006 de 4 de Março de 2006, veio revogar o anterior diploma e reformular o RCCTE. Tal como na primeira versão do RCCTE, a chave do sucesso deste Regulamento na sua nova versão está também na sua aplicação na fase de licenciamento, garantindo que os projectos licenciados ou autorizados satisfaçam integralmente os requisitos regulamentares.

Nesta sua reformulação, o RCCTE impõe portanto mecanismos mais efectivos de comprovação desta conformidade regulamentar. [voltar ao topo]

Questão – Pretendo instalar painéis solares para aquecimento de água. Dadas as restrições postas pelo IPPAR, em termos de impacto arquitectónico, terei que recorrer a um sistema que fique o mais possível dissimulado no telhado. Existe algum sistema certificado que tenha pouco impacto visual?

Resposta

Em princípio, qualquer sistema solar que seja instalado no telhado tem impacte visual. Este impacte é maior no caso dos sistemas de tipo monobloco, com reservatório localizado na parte superior dos colectores - sistema em termosifão.

Contudo, há sempre a possibilidade de colocar apenas os colectores no telhado, sobre as telhas, ficando o reservatório fisicamente instalado noutro local da casa. Esta será a solução que minimiza o impacte visual, podendo mais facilmente ser aceite pelo IPPAR. No entanto, este tipo de sistema obriga à inserção de uma bomba de circulação para movimentar o fluido (água) entre os colectores e o reservatório - sistema em circulação forçada. A maioria dos fabricantes comercializa sistemas dos dois tipos.[voltar ao topo]

Questão – Quais os tipos de colectores solares?

Resposta

Os colectores solares dividem-se em duas categorias principais:

- Colectores planos (de chapa/placa plana com cobertura de vidro): É o tipo mais amplamente usado. É composto por caixas planas interiormente revestidas com um isolamento, excepto uma das faces que é de vidro transparente ou de plástico. Cada caixa contém uma placa negra plana que absorve a energia solar, e é através dela (ou em cima) que circula o fluido (água, glicol ou ar) encarregado de transferir o calor recebido. O isolador por baixo da placa e o vidro em cima reduzem as perdas de calor. A placa absorsora pode ter uma capa (recobrimento) para aumentar o seu rendimento. Se a placa absorsora tiver uma absortância elevada (>90%) e radiar pouco ( 6 a 15%) designar-se-á por selectiva. A maioria dos colectores planos produz temperaturas até 70ºC acima da temperatura ambiente, sendo muito utilizados para águas quentes sanitárias solares (AQSS) e aquecimentos de vivendas ou de zonas ("distrit heating"). Existem já muitos colectores planos de alta eficiência que trabalham a temperaturas mais elevadas.

- Colectores solares (de tubos) de vácuo: São compostos de tubos de vazio (ou evacuados), cada um dos quais contém um absorvente (geralmente uma placa de metal negro) o qual absorve/recolhe a energia solar e a transfere a um fluido térmico. O vácuo tem enormes propriedades isolantes e como tal as perdas de calor são muito pequenas, assim é possível atingir temperaturas de 100ºC acima da temperatura ambiente. São particularmente apropriados a aplicações de altas temperaturas.

Porque os colectores de tubo de vácuo têm as perdas mais baixas do que os colectores planos, a sua performance durante o ano é mais equilibrada ou seja estes colectores obtêm mais energia nos meses com menos sol, basicamente Outono e Inverno, do que os colectores planos e portanto são especialmente práticos para utilização para o apoio do aquecimento central. [voltar ao topo]

Questão – Quais os principais tipos de sistemas solar térmicos?

Resposta

Existem dois principais tipos de sistemas de energia solar térmica – sistemas de Circulação forçada e Circulação em termosifão.

- Circulação em termosifão: O mesmo fluido a temperaturas diferentes tem também densidades diferentes, quanto maior é a sua temperatura menor a sua densidade. Por isso, quando se aquece um fluido, este tem tendência a estratificar-se ficando a parte mais quente na zona superior. No sistema de termosifão a água aquecida pelo Sol no colector, sobe "empurrando" a água mais fria do depósito, forçando-a a tomar o seu lugar, descendo, para subir novamente quando, por sua vez for aquecida.

Vantagens:

1. A instalação é simples para projectar e construir, e não requer nenhum controlador ou entrada de energia convencional para circular a água, assim a instalação e os custos de funcionamento são mínimos.

Desvantagens:

1. A circulação da água dentro do sistema pode ser bastante lenta, especialmente onde há uma diferença pequena da temperatura entre o líquido do colector e o tanque de armazenamento. Isto reduz a quantidade de energia útil que pode ser colectada.

2. A disposição do sistema é razoavelmente crítica porque o colector deve ser posicionado abaixo do tanque de armazenamento. Ou seja implica que o colector fique também no telhado ligado com o colector e com uma inclinada pouco elevada. Na prática isto condiciona o colector que está sendo montado no telhado, e a posição necessariamente baixa do colector pode reduzir o desempenho devido às sombras e as obstruções causadas pelos edifícios próximos etc..

- Circulação forçada: Sistemas forçados usam uma bomba mecânica para circular a água. São mais flexíveis na disposição e ofereçam muito maior eficiência especialmente em níveis baixos da energia solar (quando há nuvens). A circulação bombeada forçada é mais flexível do que o termosifão porque o colector pode ser montado abaixo ou acima do tanque de armazenamento (um acumulador). A bomba poderá ser comandada por um sistema de controlo automático (o comando diferencial). O sistema de controlo (comando diferencial) está regulado de modo a pôr a bomba em funcionamento logo que a diferença de temperatura (Tout - Tdep) entre os colectores e o depósito seja de 5 ºC. Estes sistemas são compostos pelo colector solar, depósito acumulador, bomba electrocirculadora, controlador diferencial, purgador, vaso de expansão e outros pequenos acessórios.

Vantagens:

1. O projecto é muito mais flexível porque o relacionamento posicional entre cada componente não é crítico. O colector solar pode ser posicionado acima do nível do tanque de armazenamento da água quente que permite assim que o colector seja montado em um telhado orientado a sul longe das sombras de um nível mais baixo.

2. A quantidade de energia solar que pode ser colectada por um sistema de circulação forçada é muito mais elevada do que sistemas térmicos do sifão especialmente sob níveis de energia solar baixos.

Desvantagens:

1. A inclusão de uma bomba e a unidade de controlo complicam o projecto e a construção da instalação. [voltar ao topo]

Questão – Quais os equipamentos necessários para um sistema térmico?

Os equipamentos necessários para o funcionamento do sistema são os seguintes:

Colector – Plano ou de vários tubos de vácuo. Com a uma eficiência e rentabilidade muito elevadas, e a vantagem de ao ser ligado a outros colectores, poder aquecer maiores quantidades de água.

Suportes – São apoios feitos de metal para a orientação dos colectores ao sol e para a sua fixação.

Armazenamento - São depósitos que acumulam a água quente até que esta seja necessária para consumo. Têm uma serpentina dentro do tanque para aquecer a água, que vem directamente do colector e, eventualmente, uma segunda serpentina para aquecimento central (se requerido).

Bomba de circulação – É uma bomba que faz circular a água entre os colectores e o depósito. Esta bomba é essencial para um bom funcionamento do sistema solar térmico. A bomba de circulação permite ultrapassar a queda de pressão do sistema causada pelos diferentes componentes do sistema de circulação.

Vaso de expansão – É um reservatório com determinado espaço, que pode expandir caso necessário, como por exemplo, quando a pressão for demasiado alta. Se a água do sistema atingir uma temperatura demasiado elevada, ocorre uma expansão no seu volume e verifica-se o aumento da pressão. Se essa expansão não for absorvida, há a possibilidade de ocorrerem graves danos no sistema. A função do vaso de expansão é permitir que ocorra a libertação da pressão até que a pressão volte ao normal.

Aparelho de controlo – É um aparelho electrónico que controla todo o sistema e o desliga caso ocorram problemas. [voltar ao topo]

Questão – Qual o tempo de retorno do investimento e a durabilidade num sistema solar?

Em média o período de retorno do investimento, de um sistema de colectores solares bem dimensionado para aquecimento de água para uso doméstico numa moradia com quatro pessoas é de 5 a 8 anos. Sabe-se que durabilidade dos colectores actuais é habitualmente superior a 20 anos, pelo que terá no mínimo á volta de 12 anos de produção de água quente gratuita.  [voltar ao topo]

Questão – Em dias nublados com pouco sol o sistema funciona?

Nos dias nublados a radiação solar emitida é bastante baixa, no entanto para além da radiação solar é também emitida a radiação infravermelha, a qual também é absorvida pelos colectores. Assim, desta forma, os colectores também funcionam em dias nublados, embora com uma eficiência mais baixa.  [voltar ao topo]

Questão – Existe a possibilidade de ficar sem água quente?

Não. Os sistemas são dimensionados para o número de pessoas que vivem na habitação e o local onde serão instalados os colectores. Os sistemas solares são ainda compostos por um sistema adicional (caldeiras, termo acumuladores, resistência eléctrica, etc. …) para auxiliar o sistema quando necessário. O sistema adicional servirá se a habitação utilizar uma quantidade maior de água quente do que a prevista (ex. Visitas em casa) e também como apoio nos dias de Inverno de menor radiação solar. [voltar ao topo]

Questão – Existe a possibilidade de ter um sistema que me faculte 100% de água quente?

Sim, é possível. Contudo, um sistema que faculte 100% de água quente é (bastante) maior que os habitualmente recomendados, especialmente se a água também for usada para aquecimento central. No Inverno, época em que é mais usado o sistema de aquecimento central, o sol tem menos intensidade e então precisamos de mais colectores para aquecer a água necessária. O mesmo sistema tem uma produção excessiva durante o Verão. Recomenda-se uma cobertura de 25 a 80% da água quente necessária. Contudo, se for do seu interesse ter os 100% tem que se encontrar uma forma de libertar o excedente de calor. Isto pode conseguir-se de três formas: 1. Direccionar o excesso de calor para uma fonte dissipadora (ex. aquecer uma piscina) 2. Cobrir uma parte dos colectores durante o Verão 3. Instalar os colectores numa parede para que, no Verão, quando o sol está bastante alto, os colectores estejam mais protegidos. Será sempre aconselhável fazer um estudo prévio das necessidades específicas a fim de implementar e dimensionar o sistema da forma mais correcta. [voltar ao topo]

Questão – É viável poder poupar com um sistema solar para aquecimento central?

Em Portugal, onde as necessidades de aquecimento ambiente se resumem a cerca de três / quatro meses por ano (e nos meses em que há menos sol), a poupança em electricidade, gás ou petróleo é geralmente insuficiente para permitir recuperar integralmente o investimento na instalação de um sistema dedicado de aquecimento do ar por energia solar. Aconselhamos habitualmente a instalação de sistemas solares para aquecimento de águas quentes sanitárias (AQS) funcionando como apoio ao sistema de aquecimento central da casa. Desta forma poderá rentabilizar a totalidade do investimento sendo que o sistema de aquecimento central pode funcionar também como apoio ao sistema de aquecimento de água em caso de necessidade. Na verdade é os dois sistemas podem complementar-se um ao outro fundindo-se num único sistema perfeitamente interligado.

De qualquer forma, cada caso particular tem de ser estudado com cuidado de forma a verificar se é ou não vantajoso do ponto de vista económico, instalar um sistema de aquecimento solar mesmo para baixas temperaturas de utilização. [voltar ao topo]

Questão – Aspecto económico a considerar em sistemas térmicos – termosifão vs circulação forçada

Resposta

Habitualmente um sistema solar com termosifão bem dimensionado cobre entre 60% a 80% das necessidades de energia enquanto o sistema solar com circulação forçada com dimensões idênticas cobre mais do que 80%. Os custos iniciais dos sistemas forçados são aproximadamente 25% maiores do que os custos dos sistemas termosifão. Visto que têm um maior rendimento o tempo do retorno é basicamente igual. Acima de tudo o resto de vitalidade de sistema, o que pode ser até 20 anos, o sistema forçado produz mais energia gratuita (que pode ser utilizada para apoio ao aquecimento central) e então poupa-lhe mais dinheiro do que o sistema de termosifão. [voltar ao topo]

Questão – Em Portugal qual deve ser a orientação e inclinação dos colectores?

Resposta

A orientação óptima em Portugal, para os sistemas solares é voltado a Sul com uma inclinação de 38º. Um desvio pouco acentuado para Este ou Oeste prejudica a captação na ordem dos 5%, desde que a inclinação se reduza para cerca de 25º. O sistema pode instalar-se respeitando a inclinação do telhado da habitação, minimizando-se, assim, o possível impacto visual do sistema com a arquitectura do imóvel, assegurando um ângulo mínimo de 10º. Quando possível, o ângulo com a horizontal será o da Latitude ± 5º. Os ângulos com a horizontal superior a 35º favorecem o Inverno e os ângulos inferiores a 35º favorecem o Verão. Assim, em instalações de uso estival, a inclinação deverá ser de 30º e, para instalações de uso anual, a inclinação deverá ser de 45º, sendo admissíveis desvios de ± 15º para qualquer dos casos. Se por exemplo, o utilizador não tiver o telhado virado para sul, é ainda possível instalar os colectores na vertical junto à parede da habitação. [voltar ao topo]

Fontes:

Sociedade Portuguesa de Energia Solar

FER - Forum das Energias Renovaveis de Portugal

Aceite pelo Utilizador | Politica de Privacidade | Termos de Utilização | ©2007 LUX MAGNA, Lda.

Top 100 Solar - Portugal